domingo, 21 de dezembro de 2014

Poetrix- Caso do Acaso

Eric do Vale


O caso é que nada
é por acaso, contudo
tudo é obra do acaso.



Confiram hum page Minha los Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=136746

Caso me desejem adicionar nenhum facebock Meu, Acessem https://www.facebook.com/eric.dovale.3?ref=tn_tnmn

Acessem also hum fà página Fazer facebock: https://www.facebook.com/Vale1Conto

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Conto- Erva Daninha

Eric do Vale
É uma dor canalha
Que te dilacera
É um grito que se espalha
Também pudera
(Canalha: Walter Franco)



O tambor parou de girar, puxei o gatilho e senti o estalo: sem bala. Rodei, novamente, o   tambor, apontei o cano para a têmpora e o resultado foi o mesmo. Não me dei por satisfeito: “Este plano é pequeno demais para nós dois.”. Após atravessar um período de depressão e pânico no qual temia até a própria sombra, constatei, diante do espelho, que um de nós haveria de sair de cena. Ouvi alguém chamar pelo meu nome, assim que abri a porta do meu carro. Era o Odilon guiando uma Mercedes. Fazia muito tempo que não o via e bota tempo nisso! Falamos algumas coisas e ele me contou que o Franklin estava encrencando, por causa de uma procuração envolvendo o meu nome. Passados dez anos, não é possível que esse fantasma tenha voltado para me assombrar! Quando perdi os meus pais, durante a adolescência, a mãe dele me acolheu e cuidou de mim como se eu fosse o próprio filho. Anos depois, foi a minha vez de retribuir recebendo-o na minha casa, pois o Franklin encontrava-se em uma situação bastante apertada, devendo a Deus e o mundo sob jura de morte. Os meus familiares já haviam me advertido de não conceder-lhe abrigo, pois ele não era uma pessoa confiável.
O Franklin demonstrava, desde cedo, inclinação para a bandidagem. Na escola, era o pior aluno, mas liderava a sala. Enquanto eu era um garoto franzino e magricela, mas era o primo dele e ai de quem encostasse a mão em mim. Não seria justo negar-lhe guarita, considerando o que ele havia feito por mim. Aliás, tal gratidão eu devia à mãe dele.  Se o Franklin tiver religião, provavelmente deve ela chamar-se dinheiro. Tamanha é a sua usura, que tenho certeza de que seria capaz de vender a própria mãe ou até mesmo a alma ao diabo. Basta eu dizer que ele chegou abrigar a amante no mesmo teto que divide com a esposa e filhos, logo é possível definir o caráter dele.
 A minha filha passou a dormir no quarto do irmão, porque eu tinha cedido o quarto dela para ele. Esse escroque praticamente morou em minha casa, durante três meses. Eu era sócio de um escritório de arquitetura e tinha uma excelente clientela. Falei para o Odilon que o nosso contador estava roubando a empresa, pois o Franklin havia detectado um desfalque e o demitimos por justa causa. Esse mesmo contador, anos depois, seria a primeira pessoa a me estender a mão, quando eu me encontrava praticamente sem eira e nem beira, purgando uma crise financeira. Estava tão cabreiro com o Odilon, que deixei os projetos aos cuidados do Franklin, pois esse passou a cuidar da contabilidade.  Tinha-me ele alertado de que o meu sócio estava faturando mais do que eu. Por causa disso, Odilon e eu fomos, aos poucos, nos distanciando ao ponto de não trocarmos nem mesmo um “olá”.
Ao saber que um projeto meu estava sendo executado sem autorização, procurei o diretor do hospital e ele me contou que foi informado de que meu escritório estava fechando e delegou a esta pessoa que trabalhava comigo a tarefa de levar o empreendimento adiante, porque estava montando um novo estabelecimento. Eu, até então, não sabia que o meu primo mantinha um caso com a Esther, minha colaboradora. E quando me dei conta de que a empresa havia sido lesada, o Franklin já tinha pedido demissão, alegando haver recebido uma proposta irrecusável, restando-me apenas começar do zero.






Confiram hum page Minha los Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=136746

 Caso me desejem adicionar nenhum facebock Meu, Acessem https://www.facebook.com/eric.dovale.3?ref=tn_tnmn

Acessem also hum fà página Fazer facebock: https://www.facebook.com/Vale1Conto




sábado, 22 de novembro de 2014

Poesia- Este Poema

                Eric do Vale

Seu ar de tigresa
É o real motivo
Pelo qual procuro
Em todos os adjetivos
Clamar essa sua beleza.

Seu rosto de menina
Encorpado em uma bailarina
Tanto me irradiam,
Que dedico a você
Esta singela poesia.



Confiram hum page Minha los Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=136746

 Caso me desejem adicionar nenhum facebock Meu, Acessem https://www.facebook.com/eric.dovale.3?ref=tn_tnmn

Acessem also hum fà página Fazer facebock: https://www.facebook.com/Vale1Conto

sábado, 15 de novembro de 2014

Poesia- Fonte de Inspiração

Eric do Vale

A sua imagem
não passa de uma mera
mensagem daquilo
que eu ansiava por fazer,
escrevendo este verso para você. 


Confiram hum page Minha los Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=136746

 Caso me desejem adicionar nenhum facebock Meu, Acessem https://www.facebook.com/eric.dovale.3?ref=tn_tnmn

Acessem also hum fà página Fazer facebock: https://www.facebook.com/Vale1Conto

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Poesia-Reflexo

Eric do Vale

Reflito com o teu reflexo
refletido no espelho
que me espelha,
neste trovar,
em te decantar

Se há alguém
mais bela do que tu,
não me cabe responder,
mas penso: “Espelho, espelho teu...”,
logo tu existes. 



Confiram hum page Minha los Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=136746

 Caso me desejem adicionar nenhum facebock Meu, Acessem https://www.facebook.com/eric.dovale.3?ref=tn_tnmn

Acessem also hum fà página Fazer facebock: https://www.facebook.com/Vale1Conto

sábado, 8 de novembro de 2014

Artigo- Ditadura Para Quê?

Eric do Vale


 Escalafobético é um adjetivo utilizado para galhofar alguém que apresenta este tipo de pensamento: “Em época de eleição, o meu voto é para Fidel/ Pinochet/ Castelo Branco...”. No entanto, muitos de nós agimos dessa forma, quando somos informados de alguma maracutaia no cenário político nacional. Logo, evocamos uma postura idêntica à de Cuba, China e Coreia do Norte em relação aos políticos corruptos e esquecemos que tais países são governados por meio da repressão e de forma centralizadora, permitindo que um seleto grupo usufrua de certas regalias.
           
O Brasil já atravessou duas ditaduras: a do Estado Novo, de 1937 até 1945, e a do Regime Militar, de 1964 até 1985.   Assim como foi e tem sido em boa parte do mundo, os regimes ditatoriais no Brasil tiveram origem por meio de uma revolução que consistia na instauração de um novo governo em prol da população. 

A única coisa que difere essas duas ditaduras brasileiras para os demais países é que na luta pela democracia não houve derramamento de sangue. Na Romênia, por exemplo, Nicolae Ceaușescu foi morto pelas mãos da população que ele oprimiu por mais de duas décadas. Os erros cometidos pelo ditador romeno se assemelham aos de Nero, Hitler e de todos aqueles que governaram ou governam de maneira despótica.
           
Caso esses ditadores tivessem se baseado nos fundamentos de Maquiavel, saberiam que a virtude de um líder vincula-se ao respeito e não no terror, como muitos assim pensam.  Essas observações permitem que o cidadão esteja convicto de que se o despotismo realmente representasse um regime político de prestigio, não cairia pelas mesmas razões, conforme muitos vêm caindo. 


Confiram hum page Minha los Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=136746

 Caso me desejem adicionar nenhum facebock Meu, Acessem https://www.facebook.com/eric.dovale.3?ref=tn_tnmn


Acessem also hum fà página Fazer facebock: https://www.facebook.com/Vale1Conto

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Conto- Get Back

Eric do Vale



“E fui andando,
voltei ao zero.
Um recomeço
é uma forma
de se encontrar.”
(Herbert Viana: Sempre Te Quis)

Sem diferir dos demais, também passei a utilizar o Orkut com menos frequência, assim que o Facebook foi criado, até “deixá-lo de escanteio”. Somente agora, resolvi acessá-lo a fim de   resgatar algumas fotos, visto que, dentro em breve, a rede social seria desativada.  Naveguei um pouco pela internet, porque, naquele momento, ninguém havia chegado quando vi o chefe caminhando em direção da minha mesa.
-Bom dia, Max! Falou-me.
-Bom dia.
-Podemos conversar?
-Sim.
A caminho da sala, lembrei-me de que alguém, uma vez, disse que todo funcionário de empresa privada, sobretudo multinacional, deve estar preparado para três coisas: promoção, transferência e demissão. Acomodado na cadeira e sem fazer delongas, comunicou a minha dispensa alegando não ser nada pessoal, mas sim em virtude da mudança de estrutura que a firma vinha atravessando. Era inacreditável!
 Troquei de carro, há pouco tempo, havia acabado de reformar o apartamento e estava perto de concluir a pós-graduação. Além disso, ali era um ambiente legal para se trabalhar! Não conseguia acreditar naquilo. Por quê? Como faltavam quinze dias para os festejos de Natal e Réveillon, constatei que o ano havia terminado para mim naquele momento, sem falar que, uma semana depois, chegava ao fim o meu relacionamento.
Aliás, uma relação que nem começou, pois ela sempre colocou vários empecilhos, desde que a conheci. Dizia-se chata, possessiva, ciumenta e complicada. As coisas começaram a dar certo, no momento em que havia me dado por vencido, mas, novamente, ela veio com a conversa de que “precisava pensar” e dizia:
-Não é nada com você, mas sim comigo.
Eu, aparentemente, era muito passivo e paciente, conforme ela mesma relatou, no dia do “rompimento”. Mas eu sabia, intimamente, o que estava por vir. Era apenas uma questão de tempo e cabia a mim, naquele momento, ter cabeça de gelo. Houve algumas recaídas nossas e até pensei que a situação se tinha invertido, porém lá vinha ela com aquela ladainha: “Preciso pensar” até que um belo dia, fez a escolha.
Graças a Deus, não fiquei desempregado por muito tempo, no entanto o pessoal do antigo trabalho foi saindo de um por um. Presumo que, nessa altura do campeonato, não haja mais ninguém conhecido por lá.  Se duvidar, essa firma nem exista mais! Quando soube que ela estava namorando, desisti de procurá-la. Mesmo assim, nutria esperanças de que, algum dia, pudesse reconquistá-la, porém essa possibilidade foi descartada assim que vi, pelo Facebook, as fotos do casamento dela. Deveria ter persistido, quando ela decidiu terminar. Pra quê?
Agora, recolhendo as fotos do Orkut, estou certo de que, talvez, tenha encontrado a resposta para tal pergunta, pois nelas se encontram os fragmentos que resultaram na construção da presente história.