domingo, 11 de dezembro de 2016

Poesia- Tempo

O tempo,
Sempre o tempo!
Quanto tempo!
Quanto tempo?
E como tudo
Só depende dele,
Deixemos a cargo do tempo.


sábado, 10 de dezembro de 2016

Poesia- Atrapalhados

Eric do Vale


Atrapalhados somos todos nós,
Você e eu, que sempre nos atrapalhamos
Sem nos atrapalharmos
Parra demonstrar
O quanto nos amamos.

Poesia- Sorte Minha

Eric do Vale


Ah se os homens soubessem!
Felizes seriam todos eles
Na alegria de ter uma mulher
Como você!
Sortudo sou eu
De ter você ao meu lado!

Conto- Marca Registrada

Eric do Vale


Não conversamos mais do que cinco minutos e ao nos despedirmos, esse meu conhecido meu falou:
-Da próxima vez...
-Arrume alguém que saiba argumentar. _ Interrompi.
Caímos na risada.
Apesar de fazerem mais de dez anos que não nos víamos, eu tinha certeza de que ele iria dizer aquilo.
Quando estudante secundarista, havia, na minha classe, um cara de temperamento forte e que não admitia ser contestado por ninguém. Quis o destino que, uma vez, viéssemos a nos confrontar.
Não me lembro ao certo sobre o que estávamos conversando e por mais que eu tentasse ser político, esse rapaz alterava a voz.  Vendo aquilo, um colega meu saiu em minha defesa e partiu para cima dele.
A pancadaria instaurou-se naquela sala de aula, sobrando até para o pobre do professor. Todos os envolvidos naquela confusão, inclusive eu, foram punidos com um dia de suspensão.
-Apesar de eu estar te punindo, o meu conceito com você continua o mesmo. _ Disse o coordenador para mim. – Só te dou um conselho: da próxima vez, arrume alguém que saiba argumentar.
A história da briga perdurou por um dado momento, assim como esse conselho que o coordenador me deu.  Os mais próximos, sempre que me viam, falavam:
-Da próxima vez, arrume alguém que saiba argumentar.
E assim tem sido, desde então, 



Bruxa A Solta

Eric do Vale


O desejo de tirar umas merecidas férias decorria de, naquele momento, encontrar-me na metade do curso ao qual vinha me dedicando com afinco, desde o início das aulas. A medida em que eu ia estudando, emergia o desejo de que aquele semestre chegasse ao fim o mais breve possível.
 No finalzinho da tarde, daquela quarta-feira, pensei: “Falta apenas uma semana para as provas começarem!”. De repente, o meu celular começou a apitar aquele som de recebimentos de mensagens, muito conhecido pelo Watzzap. 
O grupo da nossa classe não parava de interagir e pelo que verifiquei, na primeira mensagem, dizia o seguinte: “Fiquei sabendo de que, agora há pouco, aconteceu um acidente na BR ... E que três pessoas morreram Parece que são estudantes da nossa faculdade...”.
Ao ler aquilo, pensei: “Queira Deus que não seja verdade.”. Mas, infelizmente, a informação procedia, conforme um professor nosso veio nos informar, minutos depois. As aulas foram suspensas e as provas adiadas.
Nos dois dias em que não fui a faculdade, uma coisa martelou na minha cabeça, por um longo período: “Que ano!”. Crises, tragédias, gente boa indo embora... Esse semestre então...
Listei uma porção de coisas que caracterizam aquele fatídico ano e pensei: “Basta! Esse ano já deu o que tinha que dar. Tomara que termine logo!!”. Tal pensamento adquiriu mais força, quando, sete dias depois, fui surpreendido com mais outra notícia desagradável: o desastre aéreo com a delegação do Chapeó. 



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Poesia- Enaltecer II

Eric do Vale

Quantas vezes
Eu já te falei?
Não sei
Ou, talvez,  saiba.

Já perdi a conta
De quantas vezes
Eu te falei que
Te admiro muito
E cada vez mais 
Eu te admiro. 

Mesmo assim, 
Afirmo, novamente, 
Que fico mais ainda
Maravilhado por você. 

Poesia- Enaltecer

Eric do Vale


A orquídea do meu orquidário
É a rosa da minha roseira,
Flor do meu jardim 
Que floreia o meu dia
Cuja alegria
Tanto me contagia
E norteia o meu caminho.
O que mais poderei dizer?
Digo isso e um pouco mais disso
E ainda sim, é pouco. Muito pouco.
E o pouco que me falta
É muito para demonstrar
A grandeza do meu carinho
por você.