domingo, 29 de setembro de 2013

Poesia - No Calçadão de Copacabana


Eric do Vale


Na cidade do Rio de Janeiro,
em prosa e em verso
sob a ótica desse mineiro
nunca foi tão  bem retratado
o nosso povo brasileiro .

No calçadão de Copacabana, tinha um poeta
tinha um poeta no calçadão de Copacabana.

Sentado em um banco de cimento,
milhares de passantes
feito o passar do tempo,
diariamente,  correm em sua  rente.

Se os transeuntes desfilam em suas vistas,
não há como ele passar despercebido.
Visto que no calçadão de Copacabana há um poeta
há um poeta no calçadão de Copacabana. 

E se há um poeta no calçadão de Copacabana
existe Carlos Drumond de Andrade. 



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sábado, 14 de setembro de 2013

Soneto -O Sorriso Em Teu Semblante



Eric do Vale



Uma vez que o meu campo de visão alcançou-lhe
 com a mão sobre a face, olhando para mim,
esse seu pudico sorriso, sem uma plausível razão,
levaram-me com que a Narizinho eu te associasse

Indescritível é a palavra que melhor adjetiva
o sorriso estampado em sua face, ativando o mecanismo
que, de modo simplificado, remete o sentido de viver
complementado com o teu olhar, esse verbo engrandece.

Quando nos deparamos com o seu largo sorriso,
as dificuldades que  nos são apresentadas
convertem as trevas em noites estreladas.

Abraçado a filosofia de que: “Após a noite vem o dia ”
percebo o alvorecer da esperança em teu semblante,
havendo,nesse percurso, forças para seguir adiante.












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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Notícias - O Meu Primeiro Livro




Esta semana, tive o prazer de ver, pela primeira vez, os meus textos publicados em um livro, uma antologia intitulada de A Palavra É Arte. Os cinco contos que fazem parte dessa antologia foram, anteriormente, publicados neste espaço e compartilhados nas redes sociais. Eles também podem ser lidos no site Recanto das Letras por meio do lnik: http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=136746&categoria=1

sábado, 17 de agosto de 2013

Crônica - Nós Somos Eles


Eric do Vale 



Um texto escrito por João Ubaldo Ribeiro e publicado pela Veja, na primeira semana de agosto, inquietou-me, porque falava sobre a conduta adotada pela população, nesse caso nós, ao criticar as mazelas de nosso país. O título era muito sugestivo: “Nós, os desordeiros”.

Uma semana após ler essa publicação, deparei-me com a postagem, no Facebock, de alguém, que repudiou o comportamento dos manifestantes aos quais invadiram o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirmando que o povo gosta de bagunça. Todos foram unânimes em apoiar o ponto de vista dessa pessoa com comentários, soando como um quê de fascismo. Feito esse: “Oba oba!!! Nojo!!! Falo mesmo sabendo que já já aparece um ‘defensor! ’”.

Sem pretender fazer o papel de “defensor”, não perdi a chance de contrapor, tendo como base a crônica redigida pelo escritor baiano. Falei que é muito fácil usar a terceira pessoa para nos isentarmos de nossas responsabilidades, visto que nós somos o povo. Tal justificativa possibilitou que alguém se pronunciasse dizendo que não era o povo e salientou: “Eu lá vou invadir hospital! Agora, esse povo, na terceira pessoa, gosta mesmo de bagunça.”.

Alguém que faz uso desse tipo de argumento é, geralmente, aquele que, diante da televisão, manifesta descontentamento com as bandalheiras sociais e políticas que corroem o nosso país, exigindo uma atitude mais enérgica de seus compatriotas junto aos governantes e quando isso acontece, imediatamente repudia a conduta dos manifestantes, ao ponto de denominá-los de vagabundos, desordeiros e vândalos. Tal qual aconteceu no Hospital Sírio- Libanês.

Não há dúvida de que a atitude dos manifestantes do Hospital Sírio-Libanês é reprovável, assim como a daqueles  que recorrem a métodos primitivos que venham a desqualificar todo e qualquer tipo de manifestação, algo que, nos últimos tempos, vem se tornando corriqueiro, aqui no Brasil.


Já que somos o povo, como é possível exigirmos um avanço de nossos semelhantes, se na primeira oportunidade em que somos informados de alguma situação caótica, habitualmente nós mesmos nos depreciamos?






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sábado, 10 de agosto de 2013

Poesia - Musa Inspiradora

                    


    Eric do Vale

Se teu nome consiste no verbo renascer
o espelho que reflete a sua beleza
remete na tamanha grandeza
o significado da palavra viver.

Escassos são todos os adjetivos
ara galantear alguém que sinonímia a beleza
fazendo jus que “A Vida É Bela”.

Por isso, de forma simplificada,
vejo a vida e a beleza
em ti associadas.


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Crônica - Reflexo De Uma Identidade

Eric do Vale


Demonstraram grande surpresa algumas pessoas, ao me verem com um exemplar de O Cortiço e admitiram já o terem lido, quando estavam no colégio, no entanto o meu espanto foi maior, pois, de uma forma unânime, todos alegaram que, nessa mesma época, desenvolveram uma espécie de aversão à leitura, principalmente à literatura nacional. Não é para tanto, ler autores contemporâneos de Machado de Assis e de José de Alencar, em fase escolar, torna-se bastante fastioso, uma vez que isso é feito de uma maneira imposta.

No momento, estou lendo Os Escravos, de Castro Alves e, só a titulo de curiosidade, afirmo que ele se tornou a minha primeira referência sobre poesia, quando eu ainda não passava de um estudante primário. Isso até me fez recordar uma situação que adveio na quarta-série. 

Em vista do Dia Nacional da Poesia, 14 de março, a professora pediu uma pesquisa sobre algum poeta brasileiro, constando uma breve biografia e alguns versos que, posteriormente, deveríamos declamá-los em público. Ciente de que aquela data estava associada ao de nascimento de Castro Alves, resolvi estudá-lo no meu trabalho escolar. Iniciado o intervalo, rumei para a biblioteca na companhia de um amigo que terminou pegando um exemplar de Manoel Bandeira. Quanto a mim, estava convicto em ler o “Poeta dos Escravos” e essa sensação emergiu, quando saí da biblioteca com um livro dele em mãos.

Logo que ouviu o meu relato, alguém que conheço, dos meus tempos de ginásio, disparou:
-Ler Castro Alves na quarta-série!Você foi muito precoce!
-Que nada, eu fui muito pretensioso.
Foi um passo dado, maior do que as pernas, por um fedelho, até então, acostumado a ler histórias em quadrinhos e que, baseado nos livros de Monteiro Lobato, mal havia descoberto o gosto pela leitura. 

Fiquei à deriva, quando as minhas retinas percorreram os versos do poeta baiano até me convencer de que seria mais sensato explorar outro autor que, de preferência, fosse mais fácil de compreender. Assim o fiz e escolhi  Carlos Drumond de Andrade que veio a ser a minha segunda referência no campo da poesia brasileira.

Hoje, eu avalio esse episódio como uma tentativa de auto-afirmação, algo que muitos de nós, quando atravessamos essa fase, procuramos fazer com a exclusiva finalidade de provar para terceiros o nosso lado adulto. 

Somente no Ensino Médio, optei por aventurar-me nas estrofes do “poeta dos escravos”, quando a leitura já se havia tornado, para mim, um rotineiro hábito, na proporção em que comecei a esboçar os meus primeiros textos. Por falar nisso, certa vez, na aula de literatura, o professor comentou o sucesso que Castro Alves fazia com as mulheres, pois essas deliravam, quando ele declamava versos. Ao meu lado, sentava-se uma jovem por quem eu nutria uma paixão platônica e ela, nesse momento, comentou com a sua colega:
- Como eu gostaria de ter vivido essa época! Queria ter conhecido o Castro Alves. Seria tão bom, se hoje existisse um homem assim.
Busquei, diante dessa afirmação, atender às suas perspectivas. 

Aquela pessoa que eu conhecera nos tempos de ginásio apelidou-me de discípulo do Castro Alves, quando lhe confidenciei esse episódio. Nessas condições, é possível admitir que ele tenha servido de alusão para um adolescente com os hormônios em ebulição, saciado pela vontade se destacar, especialmente com as garotas, por meio das palavras.






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domingo, 28 de julho de 2013

Conto - Antes Que Me Esqueçam...

Eric do Vale

“Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Como um cachorro otário.”
 (Lobão & Cazuza: Mal Nenhum)

Cessado todo este burburinho, divulgo, nas redes sociais, esta nota a fim de manifestar o meu descontentamento aos veículos de comunicação que dão margem a este tipo de gente que, às custas alheias, se acham no direito de conquistarem os seus “quinze minutos” de fama, depreciando a imagem do próximo. A posição que, atualmente, ocupo me permite zelar pela minha reputação, não me dando ao gosto de situar-me num espaço midiático para fazer um papelão em rede nacional, principalmente na companhia de alguém que tinha o propósito de me constranger. Tudo ocorreu num programa de auditório em que o apresentador mencionou, a todo o instante, o meu nome, ao mesmo tempo em que o cameraman focalizou a cadeira vazia, onde eu deveria estar sentado, dando a entender que eu me acovardara. Por essa razão, optei em recuar, quando me colocaram na berlinda.

Alguém que deixa de fazer parte do nosso convívio e reaparece nessas circunstâncias só pode ser um fantasma.  Engraçado, quando eu figurava no anonimato e não dispunha de muitos recursos financeiros, essa pessoa, ou esse “fantasma”, jamais me procurou para tirar satisfação do “mal” que, no passado, lhe causei, como agiu, recentemente, acionando os órgãos de imprensa, provocando todo esse alarde. Não há duvida de que qualquer indivíduo que se encontrasse na minha situação concluiria que, ao atingir a maturidade, torna-se impossível assumir certas atitudes da adolescência. E, se não me falha a memória, esse “mal”, há muito tempo, que havia sido reparado, quando, nessa época, sofri as devidas represálias. Esse “fantasma” também me causou muito constrangimento, falando para todo mundo que me conhecia sobre esse “ocorrido”. As pessoas desviavam da calçada só para não passarem por mim. Resultado: tive que recomeçar a vida em outro lugar e, somente hoje, percebo que esse incidente foi o ponto de partida para a minha trajetória.

Apesar de haver chegado aonde cheguei, jamais passou pela cabeça  regressar ao meu lugar de origem. Seria mais fácil viajar pelo Triângulo das Bermudas, do que ir para lá. Quando decidi por retornar, os moradores me receberam feito um candidato em véspera de eleição. Havia muita gente conhecida daqueles tempos, residindo lá e que fizeram questão de me cumprimentar, apresentando-me aos seus familiares.   Naquele momento, convenci-me de que tudo havia sanado até esse “fantasma” aparecer para me assombrar. Como tenho plena consciência de que não lhe devo coisa alguma, poderia encarar isso como uma página virada, mas, em se tratando de um lixo afetivo, prefiro enxergar como uma descarga que, há muito tempo, eu já puxei a cordinha.




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