quinta-feira, 28 de maio de 2015

Poesia- Cavalo De Batalha

Eric do Vale


Futuramente, estes
vendavais aos quais
atravessamos deixarão
de ser bichos papões,
conforme, todos nós,
hoje, encaramos.







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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Poesia- Devaneios

Eric do Vale

Certifico-me despertando com
o despertar de um novo dia
de que assim ele será sem
Jamais pensar em perder a fé.
Assim é o início de um novo dia
ao qual sabiamente já sabia
Scarlett O´ Hara, dizendo que
o amanhã será um outro dia.





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terça-feira, 26 de maio de 2015

Poesia- Céu Nublado

Eric do Vale

A temperatura começa a esfriar,
na medida em que estes pingos
de chuva não cessam de respingar.
Logo, encontramos as devidas
condições para afugentar o frio,
mediante o calor das emoções.




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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Conto- Tirando De Tempo

Eric do Vale

- Me responda esta pergunta: como é possível alguém solicitar a “amizade” do seu próximo, mesmo não escondendo a apatia que sente por esse? Durante três anos, você sempre manifestou a sua ojeriza por mim, jamais ouvi da sua boca uma palavra elogiosa a meu respeito e toda vez que eu alcançava algum destaque, você não perdia a chance de expressar todo o seu sarcasmo apontando, sempre que necessário, algum defeito meu. Não faço ideia de onde surgiu essa aversão a minha pessoa, como também não compreendo a razão de você “requisitar a minha amizade”. No entanto, sou capaz de admitir que a “franqueza” sempre foi uma de suas virtudes, se é que posso definir isso como virtude. Visto que a franqueza é um adjetivo que, costumeiramente, é distorcida por aqueles que agridem o seu semelhante, seja de maneira física ou verbal. E se não me engano, você sempre fez questão demonstrar ser uma pessoa insociável, avessa a diálogos e, muitas vezes, dada a acessos de fúria. Digo isso, porque foi justamente você que se definiu como “uma pessoa de temperamento inconstante: ora de natureza tímida, outrora explosiva”, em uma rede social.  Nunca passou pela sua cabeça que os constrangimentos que você me causou também foram essenciais para o meu progresso? Daí, pergunto: o que você ganhou com isso? Pessoas do seu nível são dignas de duas coisas: pouco contato e muita distância. Tive certeza disso, logo que nos encontramos, por acaso, em um restaurante, muitos anos depois de termos deixado de ser colegiais. E mais uma vez, você não perdeu a chance de me ridicularizar. Algum tempo depois, me surpreendi quando, em uma antiga rede social, você me enviou uma “solicitação de amizade” e até escreveu um recado: “Quanto tempo, panaca”. Se, antes, eu tinha certeza de que era impossível estabelecer um vínculo com a sua pessoa, não tive mais dúvida, depois disso. Deletei o seu “recado” e, obviamente, recusei a sua requisição, no entanto bom censo não é para qualquer um! Agora, venho, novamente, me deparar com uma “solicitação de amizade” sua, mas em uma outra rede social. Considerando que eu nunca fiz nada de ruim para você, acredito que esse seu pedido visa apenas uma coisa: fazer de mim um saco de pancadas para os seus problemas, como havia feito em outra época. Se é isso, não conte comigo e assim como eu não tenho o menor interesse de saber da sua vida, acredito que você também pense da mesma forma, visto que nada do que eu faça seja do seu agrado.  Portanto, espero que esta seja a última vez que eu lhe dirija a palavra e que Deus permita que não nos “encontremos” mais.

-Descobriu a pólvora, imbecil? Nunca fui com a sua cara, e daí? E que negócio é esse de “se destacar”? Que mané destaque? Só se for em idiotice, isso sim você sempre se destacou. Por mim, nem te mandaria solicitação de amizade e melhor seria, se tivesse morrido. Sendo assim, vá se...   



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Conto- Virando A Mesa

Eric do Vale

“Se toda hora é hora
De dar decisão
Eu falo agora
No fundo eu julgo o mundo
Um fato consumado
E vou-me embora.”

(Djavan Fato: Consumado)   


É muito difícil entender como alguém procura o seu semelhante exigindo-lhe atenção e, logo em seguida, vira-lhe a face sem que haja um motivo concreto. Não vejo explicação para isso, se é que existe. Deus é testemunha do quanto tenho me esmerado em te ajudar, sendo tão compreensível com você. Eu entendo que, algumas vezes, queira ficar só, porque isso é um direito que lhe assisti, mas devo afirmar que, desta vez, você literalmente ultrapassou todos os limites! Assim que foi ao meu encontro e disse que não iria me incomodar mais, presumi que tivesse feito alguma coisa que te contrariasse. Nunca tivemos segredos e sempre gostei de resolver os meus problemas o mais breve possível, então te procurei para saber o que estava acontecendo e o que você fez? Desconversou. Insisti, mas você não quis abrir o jogo e me disse um “até breve”. Você me surpreendeu, sabia? E continua me surpreendendo! No entanto, eu deveria saber que, cedo ou tarde, não tardaria disso, novamente, acontecer. Eu me pergunto: qual de nós dois é o mais besta?  Com certeza, sou eu, porque caí na asneira de perguntar se tinha por habito fugir dos seus problemas e o que foi que você me respondeu? O seu argumento foi que eu só faço “perguntas difíceis”, ora essa! Ninguém aqui é criança, sobretudo você que persiste em agir feito uma! Para o seu governo, esse negócio de “perguntas difíceis” não passa de uma desculpa inventada por todos aqueles que tem o hábito de se recusarem a enfrentar a realidade, como é o seu caso. Mas se você se sente bem assim, quem sou eu para achar alguma coisa? Cada um sabe de si, portanto vá em frente e afinal de contas: “a porta da rua é a serventia da casa”. Antes de nos despedirmos, você me veio com outra justificativa tão piegas, quanto a anterior: “sou uma pessoa inconstante”. Estava demorando, mas aconteceu e quer saber? Você está me prestando um enorme favor, pois tendo assistido, sempre, a esse mesmo “filme” dou-me o direito de, agora mais do que nunca, mudar o script. Sou eu quem, nesse momento, te digo “tchau”. Por que não? Já devia ter feito isso, há muito tempo. Nessas condições, acho mais apropriado dizer “tchau” do que um “até um outro dia”.   Nem eu e nem ninguém temos a obrigação de servir de alvo para os seus recalques, por isso é que existem terapeutas, gurus e pais de santo, como melhor lhe convir. Sei que estou gastando o meu vocabulário à toa, mas não tenho feito, nesta vida, outra coisa, senão dizer “Amém” para tudo e a todos. Portanto, siga em paz o seu caminho. 





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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Conto- Pá De Areia

Eric do Vale

Ao flagrá-lo me depreciando, tive vontade de perguntar-lhe: “O que foi que eu te fiz? Por que esta aversão a mim?”. Que eu me lembre, ele jamais me deu um elogio, nem mesmo quando tirava dez na escola. Chegava em casa com o boletim na mão, louco para mostrar-lhe o meu excelente desempenho e ele nem aí. Vez ou outra, ele me parabenizava, mas de uma forma muito seca. Preocupado, eu perguntava:  
-Não está feliz?
-Você não fez mais que a sua obrigação.
Também não me recordo dele ter me dado uma bronca ou encostado a mão em mim. Caso isso acontecesse, eu lhe seria muito grato. Quando adolescente, ascendi um cigarro na presença dele só para chamar a atenção, mas ele nem deu importância.
 Para ele só havia uma pessoa no mundo: mamãe. Quando ela morreu, lembro dele ter dito várias vezes:
-Não é justo! Deus poderia ter levado o meu filho, mas ela não.
Nunca entendi a relação dos dois. Mesmo amando-a, ele fazia das suas: farreava, bebia e arranjava uma outra. Ela ficava sabendo, pois ele nunca fez questão de ser discreto. Mamãe nunca o recriminou e eu terminava servindo de saco de pancadas para os seus recalques dela.
Enquanto ele me tratava com desprezo, ela sempre me criticava, pois nada do que eu fazia a agradava. Quando manifestei o desejo de me tornar médico, mamãe armou um tremendo escarcéu, porque queria que eu seguisse carreira militar ou cursasse Direito e, posteriormente, me tornasse um diplomata ou magistrado. No entanto, nenhuma dessas profissões me agradavam e não havia ninguém que me fizesse desistir do meu sonho, muito menos eles.
Tive muito peito para sair de casa, mesmo ciente de que aquela atitude me custaria muito caro. Banquei os meus estudos com o maior sacrifício até ser recompensado. Apesar dos pesares, fiz questão de que estivessem presentes na minha formatura, mas nenhum dos dois compareceram
Quando mamãe faleceu, procurei reatar o contato com ele e apresentei-lhe a minha esposa, porém a relação era a mesma. A minha ex-mulher ficava abismada com aquilo e me perguntava como eu conseguia nutrir algum sentimento por ele. Acho que somente Freud conseguiria explicar.
Assim que iniciei o namoro com a minha atual esposa, decidimos, ela e eu, promover um jantar no qual estariam presentes os pais dela e ele, é claro. Visto que todos nós já nos conhecíamos de longa data, estávamos certos de que todos aprovariam o nosso namoro.
A minha, até então, namorada, chegou no meu apartamento, poucas horas antes do jantar, dizendo que ele esteve com os pais dela e falou tudo sobre mim.  A priori, pensei: “Puxa, pelo menos ele reconheceu o meu valor! Antes tarde do que nunca”, mas quando ela me contou os fatos concretos, não acreditei. Por que ele fez isso?   Logo ele, que sempre me ignorou e nunca abriu a boca para falar nada, de bom e nem de ruim, a meu respeito!
Naquelas condições, ela e eu saímos para desopilar e fomos a um bar próximo do meu apartamento, quando o avistei conversando com um suposto amigo. Depois do que ocorreu, era obvio que não iriamos chamá-lo para sentar-se conosco. Mesmo assim, fiz questão de ir cumprimentá-lo e assim que me aproximei dele, ouvi a conversa dele:
- Recentemente, meu filho se separou da mulher, sabe por quê?  Porque não tinha capacidade de administrar um casamento. É verdade, ele nunca teve serventia para coisa nenhuma. Acho até que ele não seja médico e é bem capaz dele ter forjado o diploma, mas se for verdade, tenho certeza de que não seja tão competente. Sabe por quê? Porque é um imprestável!
-Por que o senhor não diz isso na minha frente? _ Perguntei de supetão.

Ele quase caiu da cadeira, quando me viu. Sem dizer nada, despediu-se do amigo dele, colocou o dinheiro da conta sobre a mesa e levantou-se. Ele estava tão desnorteado que ao sair do restaurante, nem viu a poça de lama.  




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Conto- Gratificação

Eric do Vale

Neste patamar ao qual me situo e, orgulhosamente, contemplo tão bela imagem que são todos vocês me prestigiando, dou-me ao direito de perguntar: por que eu? Essa indagação permeou no meu inconsciente, a partir do momento em que aceitei o convite de vocês para regressar neste recinto. Por esse motivo, tenho plena convicção de que todos, aqui presentes, saberão me responder. Por que eu? Ninguém vai dizer nada? Por favor, falem alguma coisa! Creio que não há precisão de refrescar a memória de todos vocês ou será que eu me enganei? Acho pouco provável ninguém recorde de um fato ocorrido, em um tempo não muito distante, nesse local, onde, no presente momento, todos nós estamos. E então, lembraram? Deveras, custo a acreditar que ninguém possua uma memória tão boa para recordar tal ocorrido! Todavia, eu me lembro perfeitamente e gostaria de lembrá-los a unanimidade de todos vocês, quando hostilizaram aquela pessoa apontando-lhe, de uma maneira não muito cortes, o “caminho da porta” para, futuramente, requisitarem o seu regresso. Diferente daqueles que batem, quem apanha jamais esquece! Senhoras e senhoras, tenho a honra de dizer-lhes que cada vez que me lembro disso, o meu sorriso chega até as orelhas. Especialmente, agora. Não sei explicar se a presente sensação remete a um quê de ironia ou gratificação, no entanto ninguém respondeu a minha pergunta:  por que eu?




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