domingo, 17 de abril de 2016

Conto- Quem Viver Verá

Eric do Vale



Enquanto todos acompanhavam o destino do nosso país, eu estava escutando Não Leve Flores, do Belchior. Nunca desejei tanto que a segunda-feira chegasse logo. Pra mim, aquele dia nunca existiu e se eu fosse um professor de História, teria vergonha de, no futuro, afirmar, que tal feito foi um grande acontecimento.
            Aqueles que se diziam “a serviço do povo” estavam mais interessados em arrebatar cinco minutos de fama, em vez de encarar aquilo com seriedade: “Em nome de Deus, em nome da minha família...”. Seria cômico, se não fosse trágico. Nem mesmo o canastrão dos canastrões se sujeitaria a um papelão daqueles.   

Assim que o “espetáculo” começou, após o almoço, fui tirar um cochilo e quando acordei... Um Lexotan seria muito bem vindo, naquele momento.  Graças a Deus que amanhã é outro dia!
  
           
            

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